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Cultura

OMCV capacita mulheres em artesanato de qualidade 

Cerca de 150 mulheres em situações vulneráveis, residentes nas ilhas de Santiago, Fogo e Santo Antão, vão receber a partir de Março formação em diversos domínios do artesanato. A ideia é, com esse tipo de acção, melhorar a qualidade dos seus produtos, aumentando ao mesmo tempo o seu rendimento financeiro.
A presidente da Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV), Idalina Freire, revelou ao A NAÇÃO que nesta primeira fase de capacitação vai se dar uma especial atenção às mulheres de Chã das Caldeiras (Fogo), vítimas da erupção vulcânica. Para o efeito, já foram identificadas cerca de 40 participantes no curso.
“Vamos arrancar com a formação a partir do mês de Março, em duas localidades: uma em Monte Grande e outra na Achada Furna, sítios onde está alojada a população deslocada de Chã das Caldeiras. Ciente que algumas dessas mulheres já têm experiência no domínio de produção de artesanato sobre pedras vulcânicas, a nossa intensão é ajudá-las a melhor a qualidade dos seus produtos”.
Segundo Idalina Freire, trata-se de um projecto promovido pela OMCV e que conta com o financiamento da União Europeia, no valor de 250 mil euros (cerca de 27 milhões e 500 mil escudos). “Desde 2014 que procuramos realizar esta formação, só agora é que vamos começar a concretizá-la. E no caso das mulheres das Chãs das Caldeiras, que passam por momentos conturbados, essa formação vai permitir-lhes tirar o maior proveito das suas artes produzidas com base nas pedras vulcânicas”.
SANTIAGO
Na ilha de Santiago, segundo Idalina Freire, também já foram identificadas 55 mulheres que lidam, no seu dia-a-dia, com olaria, artesanato e tecelagem em três concelhos distintos. As selecionadas são as que trabalham no Centro de Artes e Ofícios, na localidade de Trás dos Montes (Tarrafal), as oleiras de Fonte Lima, em Santa Catarina, e Gouveia, Ribeira Grande de Santiago.
“A nossa oposta em Santiago vai ser na melhoria da qualidade das peças de barro produzidas pelas oleiras de Trás dos Montes e Fonte Lima, bem como os objectos feitos com cordas de sisal. Enquanto que com as mulheres de Gouveia vamos trabalhar na área de tecelagem de pano de terra”.
Idalina Freire avança que um grupo de mulheres de Santo Antão vai ser contemplado também, numa segunda fase, uma vez que naquela ilha ainda não foram feitos os levantamentos das potenciais beneficiárias.
De acordo com a presidente da OMCV, com este tipo de iniciativa pretende-se ainda colocar as beneficiárias e jovens que trabalham pedras vulcânicas e outros objectos artísticos, nos circuitos da Direcção-Geral do Turismo que lhes permitirá enviar os seus produtos para as ilhas turísticas, nomeadamente Sal e Boa Vista.
Este projecto a ser implementado pela OMCV conta com a parceria das câmaras municipais das ilhas abrangidas, bem como do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), Ministério da Cultura e Direcção-Geral de Turismo.

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