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Economia

INE: 72% das famílias cabo-verdianas dizem que não é possível poupar dinheiro

De acordo com os resultados do inquérito de Conjuntura no Consumidor, apurados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no 4º trimestre de 2014, a confiança dos cabo-verdianos em relação à economia do país, continua a diminuir e 72% diz mesmo que não é possível poupar.
 
O INE avança que o indicador de confiança no consumidor manteve a tendência descendente do último trimestre.
A confiança dos cabo-verdianos continua a diminuir, tendo o indicador se situado abaixo da média da série. O indicador manteve-se no mesmo nível do trimestre homólogo. Segundo o INE isso deveu-se à apreciação negativa sobre a situação financeira das famílias, situação económica do país para os próximos 12 meses e situação económica actual do seu lar, relativamente ao mesmo período do ano 2013.

De acordo com as famílias inquiridas, tanto a sua situação económica como a situação económica do país evoluiu negativamente, relativamente ao trimestre homólogo.
O INE apurou ainda que segundo os inquiridos os preços de bens e serviços diminuíram face ao trimestre homólogo, assim como o desemprego no país, que diminuiu quando comparado com o mesmo período do ano 2013.

Relativamente ao item poupança, os dados revelam que a maior parte dos inquiridos (72%) consideraram que, com a actual situação económica do país, não será possível poupar dinheiro.
No trimestre homólogo esse valor foi de 83%. De realçar que apenas 12% dos inquiridos afirmam ser possível poupar algum dinheiro com a actual situação económica do país.

As perspectivas para os próximos 12 meses não são animadoras. Tanto a situação financeira das famílias como a situação económica do país deverá evoluir negativamente relativamente ao mesmo período do ano 2013.
Conforme as famílias inquiridas, os preços de bens e serviços deverão diminuir quando comparado com o trimestre homólogo, o desemprego no país deverá diminuir ligeiramente face ao trimestre homólogo.

Quando questionados se tencionam comprar um carro nos próximos 2 anos, a maioria dos inquiridos afirma que não, certeza absoluta, ou seja, 91% dos inquiridos afirmam ter a certeza absoluta que não tencionam comprar um carro nos próximos dois anos. De referir que dos inquiridos apenas 1% afirmaram que provavelmente irão comprar um carro nos próximos dois anos.
Questionadas sobre a compra ou construção de uma casa nos próximos 2 anos, 77% diz que não irá comprar nem construir uma casa, contra 67% registado no período homólogo.
Cerca de 13% afirmaram que, provavelmente, não irão construir ou comprar uma casa, enquanto 7% dos entrevistados dizem que, provavelmente, o irão fazer. Apenas 4% afirmam que sim, com certeza absoluta, que irão comprar ou construir uma casa. GC

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