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São Vicente

Cinzas da estudante cabo-verdiana encontrada sem vida na Bolívia chegam terça-feira a São Vicente

As cinzas da estudante Ailine da Cruz, de 26 anos, foi encontrada sem vida esta semana na residência onde morava em Cochabamba, Bolívia, chegam a São Vicente, onde reside a família. O corpo da estudante foi cremado naquele país sul-americano depois de autorização da mãe Vina, que não pôde mobilizar os meios para trazer os restos mortais a tempo de fazer um enterro condigno à filha na sua terra natal.
Ailine, Lilika para os conhecidos e amigos, foi encontrada sem vida na casa onde morava, na manhã desta terça-feira, 25, em Cochabamba, pelo senhorio e pela responsável da loja de perfumes onde trabalhava. Teria morrido no domingo, 23. A perícia médica indica que a causa da morte é a inalação de uma substância química desconhecida, mas não há informações claras se foi proposital ou não.
A família e os amigos não acreditam na tese de suicídio porque Ailine nunca deu sinais de que estaria a passar por nenhum mau momento. Considerada uma jovem decidida e com personalidade, Lilika tinha uma ligação muito forte com a mãe Vina, para quem telefonava com muita regularidade e a quem nunca deu conta de nenhuma coisa que a perturbasse.
Bastante abatida, Vina agora aguarda as cinzas da filha que há sete anos viu partir para, em Bolívia, cursar Engenharia Industrial de Sistemas na Universidad Privada Del Valle. Estava no último ano do curso, trabalhava numa perfumaria e, mesmo longe, ajudava a família como podia.
O ambiente na casa da avó é de muito pesar e os familiares esperam para, na terça-feira próxima, render uma homenagem à amiga, sobrinha, filha, neta que tanto amavam. Ficam na memória a força e a determinação da menina que se fez mulher longe da sua terra.

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