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Fogo

PR e PM coordenam esforços junto à comunidade internacional sobre situação no Fogo

O primeiro-ministro de Cabo Verde reúne-se esta sexta-feira com o corpo diplomático acreditado na Praia e com responsáveis das diversas agências, para lançar um novo pedido de apoio internacional, depois de ter classificado a situação provocada pela erupção do Fogo de “grande catástrofe”.
José Maria Neves foi recebido em audiência pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, esta quinta-feira, num encontro que serviu para o chefe do Governo dar a conhecer a situação real que vive a ilha do Fogo por esses dias de erupção vulcânica e pedir a coordenação de esforços junto à comunidade internacional no sentido de garantir todos os esforços necessários, para fazer face à situação provocada pela erupção do vulcão do Fogo.
Sobre as ajudas externas, José Maria Neves adiantou que haverá esta sexta-feira, de manhã, uma reunião, que juntará Governo, a coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Ulrika Richardson-Golinski, e com o corpo diplomático acreditado no arquipélago e agências de cooperação.
“A reunião servirá para discutirmos novos apoios para a população da ilha do Fogo. As Câmaras Municipais vão abrir contas bancárias para que se canalizem todas as ajudas, de toda a parte de Cabo Verde e da diáspora e também do exterior”, afirmou.
O chefe do Governo destacou ainda a chegada de técnicos espanhóis ao Fogo, ligados ao Instituto Tecnológico das Energias Renováveis das Canárias, para medir a toxicidade do ar, devido à elevada quantidade de dióxido de carbono e de dióxido de enxofre no ar.
Entretanto, à saída da audiência com Jorge Carlos Fonseca, o primeiro-ministro considerou que “A situação é grave…É uma situação de catástrofe”.
José Maria Neves pediu a união dos cabo-verdianos e uma “contenção”, sobretudo, da comunicação social, porque “tenho ouvido muita informação falsa”, que “não corresponde à realidade, e que está a contribuir, muitas vezes, para aumentar o pânico, em vez de nos ajudar a resolver os problemas”.
«A situação é de grande catástrofe», porque segundo José Maria Neves, “há danos enormes” do ponto de vista material e “devemos regozijar-mos de não ter havido nenhuma perda humana”.
Para além do «descontrolo emocional», o primeiro-ministro garante que a situação “está controlada” e “devo destacar o trabalho sobre-humano que a polícia, os militares, os presidentes das Câmaras e os agentes da protecção civil estão a fazer no terreno”.

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