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Economia

PM de Cabo Verde: “O petróleo de Cabo Verde são os recursos humanos”

Claramente um país sem recursos naturais que potenciem a industria económica comparativamente ao resto do continente africano e em especial da Região, o Primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves deixou hoje um apelo ao recursos humanos de Cabo Verde, sector privado e público, para um maior engajamento, para aumentar a competitividade.
O apelo foi feito durante a abertura da XVIII Edição da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC), que decorreu no final da tarde desta quarta-feira, 19, na capital cabo-verdiana e contou com a presença de personalidades de diferentes quadrantes da sociedade e centenas de empresários de vindos de 18 países, na sua maioria da Europa e território nacional, mas também de inúmeras delegações da Comunidade dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO), que vieram em busca de contactos e potencialidades de negócio.
José Maria Neves salientou que a edição 2014 da FIC deixa transparecer o processo de transformação de Cabo Verde e da parcerias público privadas, uma vez que este ano a feira é organizada pelo Governo, através da FIC e pelas Câmaras do Comércio do país. Isto para dizer que o caminho a seguir em Cabo Verde deve ser através destas parcerias, “público privadas” porque “não vale a pena estar em confronto permanente”.
O repto serviu para a administração pública que deve, nas palavras do chefe do Executivo cabo-verdiano “ser um instrumento de desenvolvimento” e “facilitador” da “competitividade do sector privado” nacional para que se possa atingir “maior eficiência” e “aumentar a integração na economia mundial”.
Precisamente a integração foi também a palavra de ordem de Hamid Ahmed, Comissário do Comércio e Livre Circulação da CEDEAO para quem Cabo Verde se assume como um “exemplo” em África e que mesmo não tendo “petróleo” conseguiu atingir níveis de desenvolvimento com a graduação a PDM, graças também à “boa governação” e à “boa utilização dos recursos humanos”.
Ahmed elogiou ainda o arquipélago pelos “esforços” ao nível da integração e disse que a CEDEAO está disponível para ajudar o país que pode servir de porta de entrada nesse mercado que ainda tem muito mais por onde crescer. “O comércio na CEDEAO ronda os 12 a 15% e há potencialidades de crescimento em todas as áreas”, advertiu esse Comissário.
Também Jorge Spencer Lima, presidente da CCISS, uma das entidades da organização da FIC 2014, colocou a tónica no papel que Cabo Verde pode ter na “rota Europa, América e Ásia”. Lima disse ainda que este certame demonstra um ponto de viragem nas “relações empresariais em Cabo Verde” e salientou que a FIC 2014 é a melhor de todas, remetendo para os números. “Em 2013 tivemos 103 stands, este ano temos 204. O ano passado participaram 3 países, este ano temos 18”.
A FIC  pode ser visitada até Domingo, 23.
GC

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