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Economia

Centro internacional de negócios: CV quer atrair empresas portuguesas para as zonas francas

Cabo Verde quer atrair e retomar contactos com novas e antigas empresas, sobretudo portuguesas, que fizeram outrora parte das zonas francas, no quadro do Centro Internacional de Negócios, que deve arrancar em 2015.
A garantia foi dada por José Duarte, presidente da Cabo Verde Investimentos (CI), à margem do lançamento oficial da Janela única de Investimentos, na manhã desta sexta-feira, na Praia. José Duarte diz estar-se na “fase final de se concluir a operacionalização do Centro Internacional de Negócios” .
O processo sofreu, de acordo com a mesma fonte, “alguns revés” que já foram “superados” e, um deles, tinha a ver com o “entendimento” entre os acionistas da Sociedade de Gestão de Lazareto. “Como se sabe as câmaras municipais, as câmaras do comércio e o próprio Estado, recentemente, conseguiram um excelente entendimento, no sentido de superar a concessão do Lazareto. Vamos recuperar essa zona e os acionistas vão ser incorporados num veículo nacional que vai comparticipar na estrutura de capital da nova sociedade gestora do Centro Internacional de Negócios”, assegurou o presidente da CI aos jornalistas.
Este centro assume-se para José Duarte, como um “importante instrumento de diversificação económica” e que vai “permitir diversificar a procura de investidores para as zonas francas que vamos iniciar em São Vicente”.
O Centro Internacional de Negócios está assente em três pilares. A zona franca comercial e a zona franca industrial, que vão estar confinadas numa zona alfandegada e o Centro Internacional de Serviços, que não é delimitado e irá abranger todo o território nacional.
“Quem quiser abrir uma empresa de prestação de serviços e quiser beneficiar e reunir os requisitos para entrar no regime fiscal especial do Centro Internacional de Negócios pode fazê-lo na Brava, no Fogo, Santiago ou onde quiser”, explicou José Duarte.
Em curso, a CI tem já uma acção para tentar retomar todas as antigas empresas francas no domínio dos calçados e têxteis, sobretudo de capital português.
“No princípio de 2015 vamos fazer uma grande promoção para começar atrair essas empresas e outras, em moldes diferentes, porque os moldes de há 10 ou 20 anos atrás não são os mesmos”, acautelou.
Esse centro internacional será representado por Cabo Verde, Angola e Madeira.
GC
 

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