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Turismo

Turismo: Especialista Português alerta para perigo de monopólio de um só operador

Paulo Vaz, Director da Escola de Hotelaria e Turismo do Douro, Portugal, mostrou-se surpreendido por cerca de 70% do turismo cabo-verdiano ser dominado apenas por um operador. Um risco que o país corre e um cenário que precisa ser revertido.
Em entrevista ao A Nação a propósito da conferencia “Turismo e Desenvolvimento Sustentável, promovido pelo Instituto para a Democracia e Desenvolvimento, em parceria com a Fundação  Friedrich Ebert, disse que a concentração do turismo num só operador é “aterradora” porque os operadores gerem-se “por números” e por isso garante que “não gostaria de ter o meu destino dependente de outrem”, referindo-se aos números lançados por Gualberto do Rosário sobre o facto de 70% do turismo nacional estar centrado num operador.
Por isso, afirma que “há algo que tem de ser feito” e “se calhar”, é preciso “começar por oferecer mais alguma coisa e perceber junto dos operadores o que é que os seus clientes estão interessados em fazer em Cabo Verde e dar-lhes essa oferta”.
Naturalmente, Vaz não nega que os operadores “limitam o destino” porque “são eles que ditam o que o destino vai vender”. Nesse sentido e na sequência do contexto anterior, a primeira medida sugerida “é trabalhar com eles, aproveitar o seu expertise e know out para transformar isso e ousar propor novos produtos e serviços e pedir, porque não, a sua cooperação nesse processo. A solução tem de ser uma solução ganhadora para ambas as partes”.
Para Cabo Verde este especialista defende que se deve apostar na diversificação do destino Sol & Mar e apostar em turismo também com enfoque no turismo de valor acrescentado, sempre com enfoque na qualidade, entre eles o turismo de “morabeza e exotismo”, “turismo doméstico e da diáspora”.  O mesmo alertou ainda para o crescimento do turismo asiático “um fenómeno” que se deve “analisar as oportunidades”.
Este especialista português lembrou ainda que a “crise é sempre um momento de oportunidade para o turismo, porque há sempre alguém que vai beneficiar com ela” e que o desafio é como antever a sua chegada, antecipar os problemas, porque a antecipação é a chave do sucesso.
“Os países têm que estar preparados para quando surgir os primeiros sinais de crise, seja no nosso território ou outros territórios, possam reagir ou antecipar a acção para aproveitá-los ao máximo”. GC

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